Lá se pensam, cá se fazem.

NADA SE PERDE TUDO SE TRANSFORMA

Aproveitar objectos e tradições

O nosso objectivo é preservar e recuperar a cultura das Artes Manuais Femininas Europeias e do Magreb (toda bacia do Mediterrâneo), coordenando estas artes artesanais tradicionais (croché, bordados, malha, técnicas de tapetes, etc.) com o aproveitamento e reciclagem de materiais, vários objectos e papéis. Organizar-se-iam workshops e cursos a partir de umas unidades pilotos a funcionar no Verão. Prevêem-se estadias em ambiente campestre, rural no interior do País para pessoas interessadas nessas actividades artesanais e artísticas com alojamento em casas de famílias da zona. Os workshops, de uma semana, iriam incluir reciclagem e recuperação de tecidos, materiais têxteis, papéis e objectos usados. De certa forma este tipo de "turismo" poderia ser um incentivo para o desenvolvimento de zonas rurais desfavorecidas do interior do País de forma sustentável. Num momento seguinte, dependente do sucesso da iniciativa, poderíamos instruir pessoas locais que tenham uma certa habilidade e conhecimento das técnicas tradicionais, na recuperação e reciclagem de materiais, desta forma incrementava-se a empresa feminina (não excluindo a mão de obra idosa que neste caso é uma mais valia). Eu e a minha irmã vivemos em Itália e organizamos workshops e cursos destes em Pavia, onde trabalhamos. Neste caso a iniciativa envolve pessoas que moram na zona. A diferença iria ser a combinação entre os cursos e uma forma de turismo e contacto intercultural e internacional. Este projecto seria promovido essencialmente pela Internet e direccionado a famílias e pessoas de todas as idades e nacionalidades. O ambiente rústico-bucólico ajuda o visitante a entrar no espírito campestre convidando também à descontracção e relaxamento. Seria interessante estabelecer parcerias com restaurantes e produtores locais no sentido de divulgar e valorizar os recursos da região como o azeite, o mel, o vinho, o leite, o queijo e a pêra seca de S. Bartolomeu. Levar-se-iam os hóspedes a visitar artesãos locais de tapetes de fitas (focando o tema da reciclagem/ reaproveitamento), de mantas e colchas da Serra da Estrela. Visto que as aulas/ workshops iriam ser de manhã, à tarde voltar-se-ia a viver devagar: passear nos pinhais entre espectaculares penedos graníticos, fazer piqueniques com vistas encantadoras sobre a Serra, visitar aldeias e cidades dos arredores, explorar trilhos, descobrir ruínas romanas, dolmens e antas, pois a região é rica de vestígios arqueológicos ainda que um pouco fora dos roteiros internacionais!

Maria de Fátima Vaz Pato

Visionário
Zerbolò (Pavia), Itália

Rita Vaz Pato

Facilitador
Pavia, Itália

Isabel Vaz Pato

Comunicador
Lisboa, Portugal

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