Lá se pensam, cá se fazem.

Laboratório de Gestão Criativa

Integração, Gestão, Criatividade

O conceito de indústrias criativas surgiu como reflexo do reconhecimento da crescente contribuição económica de diversas atividades relacionadas com a geração e exploração de atividades criativas e intelectuais. Essas atividades incluem: artes cénicas, arquitetura, design, artes e ofícios, comunicação audiovisual, publicidade, jogos de computador, cinema e vídeo, gastronomia, lazer, imprensa e edição literária, entre outras disciplinas que tenham por base o talento ou habilidade individual, com potencial de criação de riqueza. As disciplinas criativas respondem muitas vezes a lógicas singulares de mercado sempre que se destinam a mercados de nicho. Pelas suas características intrínsecas bem como pelas suas particularidades de produção, distribuição e comercialização escapam aos tradicionais modelos de negócio. Encontrar a forma certa de comunicar, produzir e vender um produto criativo não é por isso tarefa fácil principalmente quando o mesmo não se destina a consumos em massa nem responde a tendências dominantes de mercado. Por ser tratar de uma indústria que tem origem em atributos não mensuráveis como o talento ou capacidade intelectual, e cujo impacto é muitas vezes mais forte a nível social e cultural que económico, os criadores raramente beneficiam de apoios estatais a não ser que estejam inseridos em grande estruturas ou organizações. Os criadores enquanto profissionais estão assim dependentes de um organismo financiador que potencie a produção, distribuição e comercialização dos seus produtos. Mas se a estratégia de comercialização dos produtos criativos for pensada como parte integrante do próprio processo de criação e responder às particularidades do negócio em causa, pode encontrar novos caminhos de sucesso financeiro. Contudo, o mercado é extremamente competitivo e os códigos de gestão de negócio devem ser comuns, reconhecidos e entendidos para que a sua utilização possa ser ajustada e servir de ponto de partida para novos modelos, inovadores e realistas, que encontrem formas de implementação no mercado e subsistência financeira autónoma. Noções de mercado, gestão e comercialização são essenciais para o investimento nestes novos modelos de negócio e ferramentas essenciais para que os criativos entendam a viabilidade dos seus produtos. Este projeto consiste num espaço de experimentação e ensino, um laboratório destinado a criadores que queiram adquirir competências para gerir o seu próprio negócio ou apenas para testar a viabilidade de um produto específico, libertando-se assim de uma situação de dependência profissional. Com o crescente número de desemprego e insegurança profissional nestas áreas, é urgente integrar estes profissionais no mundo activo e produtivo, dando-lhes as ferramentas necessárias para agir de uma forma autónoma e ponderada.

Carmo Stichini

Visionário
Lisboa, Portugal

Catarina Stichini

Facilitador
Estocolmo, Suécia

Rita Duarte Ferreira

Comunicador
lisboa, Portugal

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