Lá se pensam, cá se fazem.

Immersion In

Envelhecimento, Inclusão Social, Autenticidade

Transformar o envelhecimento da população portuguesa numa oportunidade de negócio. É o objetivo do projeto Immersion In. A baixa taxa de natalidade e o aumento da esperança média de vida, impulsionados pela emigração, têm contribuído para fazer disparar o número de idosos no nosso país. Senão vejamos, entre 1960 e 2011 a idade média da população portuguesa passou dos 28 para os 42 anos e esta tendência promete acentua-se nas próximas décadas. Estima-se que em 2050, cerca de 35 por cento da população portuguesa tenha mais de 65 anos. Em 2010, essa percentagem não ia além dos 18 por cento Acreditamos, por isso, que é tempo de olhar para esta realidade sob uma nova perspetiva que passe pela valorização dos recursos humanos e culturais da nossa população sénior. Homens e mulheres com mais de 65 anos (M65) com histórias de vida e um saber de experiência feito que vale a pena explorar e partilhar. A ideia é identificar as áreas de atividade, competências pessoais, interesse e disponibilidade destas pessoas (eventualmente em conjunto com as respetivas famílias) para aderir ao nosso projeto. Paralelamente, e após uma campanha de divulgação, dentro e fora do país, pretendemos estabelecer uma ponte entre este grupo de seniores e os indivíduos interessados nestas imersões vivenciais que, numa primeira fase, podem ir de um dia a uma semana em regime in ou out. Por outras palavras, existe a possibilidade de ficar alojado na casa, cabana ou barco do mestre associado à atividade ou optar, apenas, por uma imersão com um determinado número de horas, sem alojamento incluído. Este projeto foi pensado para o público português e estrangeiro em busca da autenticidade, do conhecimento e desejoso de empreender uma viagem a um passado - mais ou menos longínquo - em que todos sabiam que o leite vinha da vaca ou da cabra e não do supermercado. Num tempo em que os bordados, por exemplo, eram feitos à mão e os serões passados em família e não em frente a um computador. Está na altura de encarar os reformados como mais-valias para a riqueza económica e cultural do nosso país e de reduzir o seu índice de dependência. Este projeto vai servir para fomentar a autoestima da população sénior portuguesa; dar um novo sentido à vida das pessoas M65 e, ao mesmo tempo, quebrar o isolamento em que vivem. Já em termos económicos pode funcionar como uma segunda fonte de rendimento. Resumindo, este projeto pretende ser um canal de reencontro entre o passado e o presente, sempre de olhos postos no futuro porque como diria Gandhi «o futuro depende daquilo que fazemos no presente.»

Lurdes Pereira

Visionário
Lyon, França

Inês Marques

Comunicador
Vila Nova de Gaia, Portugal

Sérgio Filipe Sousa Mendes

Facilitador
Porto, Portugal

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